2  Dados e métodos

2.1 Dados principais

Dado Uso Situação
MDE do projeto / ANADEM relevo, drenagem e triagem de áreas disponível; cobertura deve ser conferida no trecho detalhado
Direções de fluxo D8 delimitação de áreas contribuintes disponível
BHO/ANA rede hidrográfica e áreas ottocodificadas disponível
CAVs do SNIRH reservatórios existentes e deplecionamento metadados importados; validar datum, versão e série
CAVs de eixos novos área e volume em cotas de estudo estimadas a partir do MDE; classe B até validação topográfica
Atlas Digital de Desastres perdas e afetados por município extração preliminar para o recorte de maio de 2024
EUROCLIMA-rev.kmz inventário de eixos candidatos convertido e incorporado ao inventário E01–E12
Topobatimetria, pontes e níveis HEC-RAS 1D pendente de aquisição/levantamento

2.2 CAVs e ausência de batimetria

Para reservatórios existentes, o MDE registra a superfície da água e não informa de maneira confiável o volume abaixo do nível normal. Por isso, o estudo usa as curvas cota–área–volume do SNIRH quando disponíveis e mantém a batimetria como lacuna explícita.

Para eixos novos, nos quais atualmente não há reservatório, foi adotada uma aproximação por curvas de nível e área alagada conectada ao eixo. O volume é integrado entre cotas e depois interpolado com PCHIP para evitar oscilações artificiais. Polinômios são mantidos apenas como apoio de inspeção, não como representação operacional principal.

O procedimento é compatível com a lógica de reconstrução de relações nível–área–volume a partir de topografia e áreas inundadas descrita na literatura de sensoriamento remoto e modelagem de reservatórios; a referência específica está no capítulo de referências.

Figura 2.1: Curvas cota–área–volume importadas do SNIRH para as estruturas existentes. A figura é uma conferência visual da base; os valores operacionais ainda dependem de datum e metadados.

2.3 Hidrologia

O pipeline delimita bacias por busca de montante sobre a grade D8, com ajuste ao controle da BHO. A vazão específica calibrada para a triagem é 0,0269 m³/s/km²; os resultados da primeira rodada com 0,020 m³/s/km² permanecem apenas como histórico.

Os hidrogramas preliminares não substituem uma série consistida. A próxima etapa deverá recalibrar perdas, transformação chuva–vazão, defasagens entre sub-bacias e volumes de entrada dos tributários com dados da ANA, ONS e operadores.

2.4 HAND como triagem altimétrica

O HAND (Height Above Nearest Drainage) é empregado antes da modelagem hidráulica para identificar células potencialmente conectadas à drenagem e organizar os níveis de análise. Ele ajuda a localizar áreas baixas e a priorizar cortes transversais, mas não resolve:

  • remanso e controle de jusante;
  • perdas de carga em pontes;
  • armazenamento dinâmico na planície;
  • operação de comportas;
  • propagação temporal de ondas em estruturas em série.

Assim, HAND é filtro e ferramenta de comunicação, não substituto do HEC-RAS 1D.

2.5 Rastreabilidade

Os scripts numerados em 07_python/ registram a sequência de preparação. As bases de saída mais importantes estão em 06_resultados/, e os achados da trilha de revisão ficam em 06_resultados/CLAUDE/CLAUDE_ACHADOS_PARA_CODEX.md.