Apêndice A — Limitações e incertezas

Este apêndice evita que resultados de triagem sejam usados fora do seu alcance.

A.1 Incertezas principais

  • MDE/ANADEM: resolução e cobertura podem não representar talvegue, pontes e microrelevo;
  • batimetria: o MDE não revela volume abaixo da água em reservatórios existentes;
  • CAVs de eixos novos: derivadas de topografia e área alagada, ainda sem levantamento;
  • Monte Claro: diferença entre cota oficial de 148 m e superfície do MDE do projeto;
  • hidrologia: a rodada C1–C4 calibrada é preliminar; transposição para o ponto de análise, perdas e sincronização dos tributários ainda não estão plenamente validadas;
  • comportas: regras, áreas de descarga e limites são hipóteses de triagem;
  • HEC-RAS 1D: seções, pontes e contorno de jusante ainda precisam de dados reais;
  • danos: valores do Atlas e estoque econômico não equivalem automaticamente a uma função cota–dano;
  • economia: qualquer dano placeholder deve ser substituído por fonte e sensibilidade;
  • segurança: nenhuma conclusão de estabilidade ou segurança de barragem está sendo feita.

A.2 Como reportar

Cada tabela final deve classificar o número como observado, derivado, estimado, sintético ou não disponível. Cenários sintéticos devem ser reproduzidos com os mesmos parâmetros e acompanhados por uma faixa de sensibilidade.

Não extrapolar

Não é válido transformar a redução de pico de um cenário de roteamento calibrado em redução garantida de danos, nem transformar volume de espera em cota protegida sem simulação hidráulica.